Apresentação
Com objetivo de associar o uso dos campos do MARC21 às regras de catalogação, este material foi organizado seguindo a ordem numérica dos campos do MARC21, com conceitos, observações e exemplos. Os exemplos foram extraídos do livro de Antonia Motta de Castro Memória Ribeiro. Catalogação de recursos bibliográficos: AACR2 em MARC 21. 6. ed. Brasília: Três em Um, 2015.
Table of contents
Visão geral
O MARC (MAchine Readable Cataloging) – Registro Catalográfico Legível por Máquina foi desenvolvido na década de 60 pela Library of Congress com o propósito de:
- padronizar a representação descritiva automatizada dos registros bibliográficos
- permitir a troca das informações bibliográficas entre bibliotecas
- possibilitar a catalogação cooperativa
Formato MARC21
- 1965 – Projeto piloto – Library of Congress e mais 16 bibliotecas
- 1967 – OCLC (Ohio College Library Center) – 1o. Banco de dados bibliográfico
- 1983 – o LC Marc se transformou em USMARC
No final dos anos 90 – unificação do USMARC com o CANMARC formando o MARC 21.
Conceitos básicos
Base de dados: Conjunto estruturado de dados armazenados em meio legível por computador, no qual o nível de padronização de dados é alto.
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Registro: Conjunto de todas as informações relativas a um item de uma base de dados.
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Campo: Espaço definido para cada unidade de informação de um registro. É uma área definida na qual o mesmo tipo de informação é cadastrada consistentemente.
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Subcampo: Subdivisão do campo. Subcampos são as menores unidades lógicas de informação em um campo variável. Representam o nível inferior de designação de conteúdo no MARC. Códigos de subcampos (letras ou números) identificam subcampos e são precedidos por delimitadores de subcampos (/).
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Indicador: Valor associado a um campo, sinalizando que o dado contido no campo necessita de algum processamento especial. Os indicadores contêm informações sobre o campo para indexação, produção de fichas, ou outras funções do sistema. Os números em posições de indicadores têm significados pré-determinados.
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Campo ou subcampo repetitivos: É o campo que pode ocorrer mais de uma vez no mesmo registro, ou o subcampo que pode ocorrer mais de uma vez no mesmo campo.
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Campo ou subcampo obrigatório: É o campo ou subcampo cujo preenchimento é necessário e obrigatório para consistência dos dados.
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Campos fixos: Campos que possuem tamanho (ou largura) fixo. O primeiro campo no registro é o campo fixo. Etiquetas mnemônicas identificam os elementos que contêm informações codificadas descrevendo o item e o próprio registro.
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Campos variáveis: Campos que possuem tamanho (ou largura) variável. O tamanho está de acordo com o dado contido no campo.
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ISO 2709: Norma que define a estrutura do arquivo físico que permite o intercâmbio de informações. É um formato padrão de comunicação para registros bibliográficos, utilizado para intercâmbio de registros em meio magnético de um sistema para outro.
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Z39.50: Protocolo de comunicação entre servidores de bases de dados.
Etiquetas
As etiquetas identificam os campos variáveis e são agrupadas numericamente por função. XX indica um valor numérico entre 00 e 99.
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0XX = Números de controle bibliográfico e informações codificadas
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1XX = Entrada principal
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2XX = Área de títulos e indicação de responsabilidade; edição, imprenta
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3XX = Área de descrição física etc
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4XX = Área de série
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5XX = Área de notas
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6XX = Entradas secundárias de assunto
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7XX = Outras entradas secundárias; campos de ligação ou relacionados
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8XX = Entradas secundárias de série
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9XX = Livre para cada biblioteca definir conforme suas necessidades
Dentro dos blocos 1XX, 4XX, 6XX, 7XX e 8XX, algumas indicações de conteúdo se repetem. Os dois caracteres finais nestes blocos possuem os seguintes significados.
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X00 = Nomes pessoais
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X10 = Nomes corporativos
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X11 = Nomes de eventos
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X30 = Títulos uniformes
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X40 = Títulos bibliográficos
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X50 = Termos tópicos
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X51 = Nomes geográficos